Todos nós temos uma arte - uma área do conhecimento pela qual nutrimos mais paixão e que logo se torna um objectivo de vida. Juntando-lhe as manias ou particularidades próprias de cada um, obtemos uma mistura fina de matéria-prima cognitiva que vale a pena partilhar e discutir com os demais. Sob este título, revela-se um grupo de pessoas e um ponto de encontro virtual no qual todas as Artes & Manias têm espaço assegurado.

30 março 2008

O Alcoolismo

Portugal, entre os países da União Europeia, é aquele que se apresenta com um dos maiores consumos de bebidas álcoolicas e de prevaência de Problemas Ligados ao Álcool (PLA).

Entre as inúmeras definições de alcoolismo que se ficaram a dever à OMS poder-se-á destacar a seguinte:

"A totalidade dos problemas motivados pelo álcool, no indivíduo, estendendo-se em vários planos e causando perturbações orgânicas e psíquicas, perturbações da vida familiar, profissional e social, com as suas repercussões económicas, legais e morais."

O Portugal Diário avança hoje com uma notícia deste problema tão batido e debatido, e destaco algumas citações mais proeminentes:


Os jovens iniciam muito cedo o consumo no álcool sobretudo por uma questão de curiosidade e aceitação no grupo de pares. Disputam para ver quem bebe mais.
O alcoolismo é um problema que se inicia numa fase jovem da vida e pode prolongar-se gravemente pela vida adulta fora.

27 março 2008

A EQUIPA

Em breve mais dois elementos se juntarão ao Artes & Manias:

Gisela Rodrigues - Engenharia Civil

Sandra Cunha - Sociologia

26 março 2008

A propósito da violência nas escolas...

Escolas com problemas de indisciplina podem propor ao ministério contratação de técnicos especializados

As escolas com problemas graves de indisciplina podem apresentar ao Ministério da Educação uma proposta para a contratação de técnicos como psicólogos e mediadores de conflitos, anunciou hoje o secretário de Estado da Educação.

"Se uma escola tiver um grande problema de indisciplina generalizada pode apresentar à Direcção Regional de Educação uma proposta para o reforço dos meios técnicos", afirmou Valter Lemos, em conferência de imprensa.

O responsável ressalvou que a possibilidade de contratação destes profissionais é reservada, sobretudo, aos 35 agrupamentos de escolas identificados como "Territórios Educativos de Intervenção Prioritária", mas poderá igualmente ser utilizada por outros estabelecimentos de ensino, desde que estes fundamentem o seu pedido, invocando a existência de um "problema específico" de violência e indisciplina.
(...)
Para ler a notícia na íntegra:
(Fonte: PUBLICO.PT)

24 março 2008

Festas da Vila das Aves

Meus caros,

No próximo dia 4 de Abril a nossa querida Vila das Aves sopra 53 velinhas. Como é usual, têm lugar as já conhecidas Festas da Vila, uma forma de celebrar esta data simbólica e o carinho pela nossa terra. De 4 a 6 de Abril o centro da Vila das Aves passa para o recinto das festas, situado próximo do Largo da Tojela.
As Festas da Vila são uma oportunidade para reforçar os laços que unem os avenses à sua terra e para elevar ainda mais o nome da Vila das Aves, nomeadamente através da chamada de habitantes das freguesias (ou quiçá concelhos) vizinhas à nossa terra.
Todavia, é com pesar que constato que cada vez menos pessoas aderem a esta iniciativa. Olhando para o cartaz das festas, não se encontram muitas diferenças relativamente aos anos anteriores: temos os tradicionais ranchos folclóricos, a actuação de grupos musicais, o cortejo de carros alegóricos e os divertimentos no recinto das festas. Em suma, não há nada de muito novo ou algo original que atraia a população, sobretudo a mais jovem.
Com efeito, é sabido que os jovens de Vila das Aves se afastam cada vez mais da sua terra. A procura pela diversidade cultural e social leva-os frequentamente a outras paragens como Guimarães ou Porto. Basta dar uma volta por Vila das Aves num Domingo à tarde que é notória a falta de juventude e dinamismo.
É urgente inverter esta tendência e proporcionar aos jovens e à população em geral iniciativas atractivas. Esta seria uma forma de revitalizar a nossa terra e, ao mesmo tempo, de chamar pessoas à Vila das Aves.
Ora, e voltando de novo à questão fulcral, sendo estas as Festas da Vila e do seu povo, deveria haver uma maior energia entre os avenses. Além disso, esta é uma excelente oportunidade para mostrar o que de melhor se faz na nossa terra. Cito, a título de exemplo, algumas actividades que se vêm desenrolando em Vila das Aves e que poderiam dar um novo fulgor às festas: grupos de dança, concertos de "bandas de garagem", representações teatrais, apresentações desportivas (futebol feminino e masculino, artes marciais). A estas actividades poderiam juntar-se outras completamente novas, como a realização de uma caminhada/corrida.
Com estas ideias não pretendo realizar um corte radical entre o passado e o presente, mas sim aproximá-los e atingir um público-alvo maior.
Se as Festas da Vila são as festas dos avenses, deveríamos ter pequenos e grandes, novos e velhos a festejar o passado, mas também o presente e o futuro da Vila das Aves.


(Imagem disponível em: http://www.jf-viladasaves.pt/)

20 março 2008

"Dá-me o telemóvel..."

Meus caros,

Estamos na era das telecomunicações e hoje em dia quase ninguém consegue viver sem telemóvel. Trata-se de uma das maiores invenções criadas pelo Homem que permite ao ser humano um contacto com os seus pares que ultrapassa a barreira do espaço.
Em conferências, reuniões, cinemas, aulas, igrejas, etc... em qualquer lugar é possível encontrar este invento. Quase que por magia, um som emitido pelo mesmo anuncia a sua presença, atraindo a atenção de todos.
Com esta pequena introdução pretendo chamar a vossa atenção para aquilo que se passou muito recentemente no Liceu Carolina Michaëlis. A esta hora é certo que muitos de vocês já viram a tão badalada curta-metragem que ocupou tempo de antena em vários telejornais. A qualidade não é a melhor devido aos meios de gravação, mas é bem elucidativa daquilo que muitos professores têm de enfrentar no seu dia-a-dia.


Se ainda não viram... aconselho-vos a fazer uma visita ao You Tube e escrever como palavras-chave... algumas daquelas que eu já usei neste post.
As várias entradas relativas a este acontecimento têm títulos muito sugestivos. Eu também tomei a liberdade de escolher um título para a curta-metragem: "Dá-me o telemóvel...". Penso que expressa bem o conteúdo do filme e dá o protagonismo merecido ao pequeno aparelho. E vocês? Qual seria o título adequado para este filme? Já agora, será que a culpa do estado da educação em Portugal é realmente só dos professores? Ou será que a culpa é também dos telemóveis?

18 março 2008

Cuidado: Vírus

Caros leitores e amigos, na última semana a um ritmo quase diário, têm surgido neste blogue comentários em inglês. Apelo à vossa atenção pedindo-vos para os ignorarem e não abrirem qualquer link porque são vírus que, como sabem, podem danificar o vosso computador.

Atenciosamente,
Artes & Manias

17 março 2008

Trinte anos no poder!

Será Alberto João Jardim um novo "ditador"?!
Comemora hoje trinta anos no exercicio do poder como Presidente do Governo Regional da Madeira, em que durante estes anos obteve maiorias. Poderemos considerar um "ditador" ou um simples cidadão que ganhou as eleições de uma forma justa e democrática?! É algo que deixo para pensar e reflectir.

14 março 2008

Os “Sistemas Eleitorais" do Irão e EUA, em ano de Eleições

Dia 14 de Março de 2008 o Irão escolhe um novo “Parlamento”, ou “Majlis”, e como em todas os regimes autoritários, é esperada uma forte participação eleitoral, se bem que, os resultados, esses, já são conhecidos, ou pelo menos esperados.
As eleições parlamentares no Irão ocorrem regularmente desde os anos 80, no entanto o “parlamento” tem poderes muito limitados. É o órgão legislativo iraniano, mas tem a acção muito limitada pela “fiscalização” do “Conselho dos Guardiães, ou “Shura-E-Nigahban”. Este “Conselho dos Guardiães” funciona como um “filtro da actividade política”. Tem direito de remeter, para o “parlamento”, todas as normas que considere estarem em desacordo com os princípios da “Constituição do Irão”, bem como da “Lei Islâmica”, ou “Sharia”. Exceptuando as eleições locais, todos os candidatos, incluindo o “Presidente”, necessitam da sua prévia aprovação para concorrer aos actos eleitorais, sendo inúmeros os exemplos de afastamento das vozes mais incómodas. Este órgão de poder é, actualmente, um dos principais travões à mudança no Irão, além de ter um raio de acção muito grande, os seus membros (seis juristas nomeados pelo chefe do sistema judicial, mas dependentes da aprovação do “parlamento”, e seis teólogos escolhidos directamente pelo “Líder Supremo”) são muito activos.
Contrariamente ao que, geralmente, se pensa também o poder do “Presidente” do Irão é muito limitado: ele é o líder do “Conselho Supremo de Defesa Nacional”, no entanto não detém qualquer controlo efectivo sobre as forças armadas e de segurança, sendo responsável, essencialmente, pela execução das políticas económicas e pela resolução das questões correntes. Quem realmente detêm o poder no Irão é o “Líder Supremo”, ou “Faqih”. Ele é o responsável máximo, e tem representantes espalhados pelas mais várias esferas da sociedade, e da política, do Irão. O “Líder Supremo” pode demitir e nomear alguns dos mais importantes detentores de cargos políticos do país, incluindo o “Presidente”, e é a ele que cabe zelar pelo cumprimento das leis, bem como da persecução das políticas traçadas. O “Faqih” é, também, o “Comandante-chefe” das forças armadas, e tem o poder necessário para fazer a guerra, apelar à “mobilização geral”, ou declarar a paz. Esta “figura” controla ainda as poderosas “empresas estatais”, que são parte fundamental da sociedade e economia do Irão, e que, desta forma, permitem ao “Líder Supremo” alargar ainda mais o seu poder.
A "Assembleia de Peritos", ou “Majlis-E-Khobregan”, é também um dos pilares fundamentais do poder no Irão: composta por quase uma centena de “sábios e virtuosos religiosos”, tem a seu cargo a responsabilidade de verificar a “preponderância da religião sobre a política”, e assume-se como um dos “bastiões” dos sectores mais conservadores da sociedade do Irão.

Neste ano de 2008, lá para Novembro, também, os EUA vão a votos, para eleger um novo “Presidente”. Temos a certeza, e é das poucas que temos, que George W. Bush não sairá vencedor desta vez, a “Constituição Americana” protege o mundo de tal mal! A dúvida principal, neste momento, é se a “luta presidencial” vai ocorrer entre “Barack Obama” e “John McCain”, ou entre “Hillary Clinton” e “John McCain”. O candidato do “Partido Republicano” parece já estar definido, no entanto, por parte do “Partido Democrata” a situação é muito diferente, com “Hillary Clinton” e “Barack Obama”, verdadeiramente, a “contarem espingardas” (entenda-se espingardas como delegados) para a fase final das “primárias”.
As eleições americanas são, em tudo, muito diferentes dos modelos a que estamos habituados, há uma série de diferenças que as tornam únicas, a nível mundial, e há, nesta altura, muita gente que não percebe, afinal, quais os moldes em que estas eleições se processam. Há uma diferença fundamental das eleições americanas, para as que estamos acostumados, nomeadamente em Portugal, os cidadãos dos EUA não escolhem directamente o seu “Presidente”. O “Chefe de Estado e de Governo” dos EUA é eleito por um “Colégio Eleitoral”, que independentemente dos resultados da opinião dos cidadãos, expressa por voto, escolhe o vencedor, ou seja o “Presidente”. Confuso não é? Nem por isso, vejamos:
o “sistema eleitoral” dos EUA determina que cada eleitor vote no estado onde mora, depois da votação popular, são os “delegados” que escolhem quem vence, sendo que habitualmente seguem o voto do candidato escolhido pela maioria da população do “estado” a que pertencem, no entanto, os delegados individuais podem não seguir os resultados do voto popular nos seus estados, não estão obrigados a isso.
Cada um dos “estados” tem uma forma de eleger os seus delegados, sendo que “Senadores” e “Deputados” não podem tomar lugar nestas escolhas (isto está salvaguardado na “Constituição dos EUA), e um candidato que assegure a maioria dos votos populares num “estado” assegura também todos os seus os “delegados”, o que pode fazer, muitas das vezes, a diferença no “Colégio Eleitoral”, que escolhe o “Presidente”.

Fundamentalmente, o “sistema eleitoral” americano permite que, como já aconteceu em 2000, o candidato mais votado pela população não saia das eleições como “Presidente dos EUA”, pois o que interessa aqui não é quem tem mais votos, pois é o “Colégio Eleitoral” quem escolhe o vencedor.

13 março 2008

Ò tempo, volta p'ra trás...

Caros bloggers, nascidos na década de 80
Atendendo ao facto de que todos nós, autores deste blog, nascemos na década de 80 e tivemos uma infância semelhante, achei por bem partilhar com todos vós o conteúdo de um e-mail que me entrou na caixa de correio electrónico (e que se não fosse a evolução das tecnologias, nunca tal tería acontecido). Cá vai...
"Nascidos antes de 1986. De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós que nascemos nos anos 60, 70 e princípios de 80, não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas, em tinta à base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos.
Não tínhamos frascos de medicamentos com tampas "à prova de crianças", ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas. Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes. Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags, viajar á frente era um bónus. Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa e sabia bem.Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos gasosa com açúcar, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora. Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso. Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que esquecemos de montar uns travões. Depois de acabarmos num silvado aprendíamos…Saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer. Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso. Não tínhamos PlayStation, X Box. Nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, telemóveis, computadores, DVD, Chat na Internet. Tínhamos amigos - se os quiséssemos encontrar íamos á rua. Jogávamos ao elástico e à barra e a bola até doía! Caíamos das árvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossos mas sempre sem processos em tribunal. Havia lutas com punhos mas sem sermos processados. Batíamos ás portas de vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados. Íamos a pé para casa dos amigos. Acreditem ou não íamos a pé para a escola, não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem. Criávamos jogos com paus e bolas. Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem. Eles estavam do lado da lei. Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre.Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas. Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo."
Acho que o excerto diz tudo! Só me resta dizer: "Ò tempo, volta p'ra trás, dá-me aquilo que eu perdi..."