Todos nós temos uma arte - uma área do conhecimento pela qual nutrimos mais paixão e que logo se torna um objectivo de vida. Juntando-lhe as manias ou particularidades próprias de cada um, obtemos uma mistura fina de matéria-prima cognitiva que vale a pena partilhar e discutir com os demais. Sob este título, revela-se um grupo de pessoas e um ponto de encontro virtual no qual todas as Artes & Manias têm espaço assegurado.

14 outubro 2008

Revolta

Preciso desabafar!
Já frequentei vários centros de saúde por razões de alterações de residência, sejam estas temporárias ou permanentes (bem, mais permanentes ! ) e por todas os que passei tenho histórias para contar que me apertam a garganta como uma forca de tão irritante que as coisas são.
O 1º centro de saúde a que fui, quando quis marcar uma consulta para esse dia responderam-me que só urgências porque para hoje já não havia mais vagas para “os sem médicos”. Eu pensei: preciso de um médico hoje mas não é assim tão grave (para mim as urgências era sinónimo de internamento) mas depois percebi que era a única maneira por isso fui às urgências. Afinal, não tinha aspecto de urgências, tive de esperar horas!!
Da segunda vez, fui marcar vez duas horas antes de abrir a secretária que fazia as marcações para “os sem médicos” e após 2h30 de espera, depois da secretária chegar e organizar a fila, telefona o médico a dizer que não lhe apetecia vir. Afinal, as horas a passar na urgência sempre são urgentes !!!!

Depois fui estudar para fora, mudança de morada, decidi transferir o meu processo clínico para facilitar as consultas. Afinal, era mesmo mudança, a minha casa principal era essa, mas não foi o que acharam os funcionários do centro de saúde! Não pode transferir-se é apenas estudante e é temporário por isso não pode! A minha colega exaltou-se (era mais velha e mais experiente do que eu) e respondeu à funcionária de que não entendia qual era o impedimento e qual era a lei que o impedia? Não tivemos resposta nesse dia, mas mais tarde recebi uma carta em casa da direcção a aceitar a transferência, perceberam? Eu também não! Nesse mesmo centro, vi funcionários a maltratar (verbalmente) idosos, porquê? Não sabiam defenderem-se talvez? Nesse mesmo centro marcavam todas as consultas para a mesma hora e isso 2h antes da médica chegar, ou seja, muitas horas esperávamos e desesperávamos!! Nesse a médica era excelente, muito simpática. Contei-lhe da confusão das marcações, ela respondeu-me que não entendia porque o horário dela era aquele e que não fazia sentido marcar todas as consultas para a mesma hora!!! Enfim...

Mudei de casa. Terceiro centro de saúde. Primeiro dia, inaugurei o livro de reclamação! Cansei de esperar e ser mal atendida sem me defender. Desta vez, a marcação da consulta devia ser pessoalmente e só atendiam os primeiros, ao que eu reclamei a dizer como era possível pedir a alguém doente para se colocar numa fila de espera, ao frio se preciso fosse!? Resposta à reclamação (da direcção do centro de saúde apenas!), são as regras! Não haja dúvidas regras são regras e são feitas por máquinas porque mesmo erradas não podem ser devolvidas! Quando a alergologista me aconselhou a fazer um tratamento que consistia em tomar injecções, cujo valor era elevado mas parte era reembolsado pelo estado, dirigi-me novamente ao centro de saúde. Estava tudo a correr dentro do normal até passarem vários meses e não obtinha o reembolso das injecções. Decidi dirigir-me à tesouraria ao que me responder que era normal para ter paciência. OK! Tive mais uns meses de paciência, voltei lá e pedi qual era a legislação que abrangia esses reembolsos para me informar melhor. Não me foi facultada tal informação, perguntaram qual era a profissão e ...mais nada. Pouco tempo depois estava a receber o postal em casa para ser reembolsada..afinal..era isso..se eu soubesses mais cedo!!!

Voltei a mudar de residência, casei...e agora tenho médico!! Que bom!! Recentemente até aceitam marcar as consultas por telefone ! Óptimo pensei! Precisei e liguei, só aceitamos marcações a partir das 10h da manhã disse-me a secretária, pronto volto a ligar. Então às 10h liguei...liguei...liguei e voltei a ligar ..nada. Muito mais tarde dizem-me devia ter ligado mais cedo agora terá de ligar amanhã! Ok Voltei a ligar ...liguei...liguei.. e desisti! Tive de ir lá ou enviar a minha sogra das vezes que isto me aconteceu, pois infelizmente foi mais de que uma vez.

Estou novamente deslocada, mas não mudei o processo, para quê? Já fui assistida várias vezes e não tinha razão de queixa até estava contente por encontrar um centro que funcionasse em condições. Mas não! Tive de me dirigir a esse local de madrugada, enfraquecida pela doença, solicitei um comprovativo para entregar na entidade patronal ao que me responderam que não era possível aquela hora para passar mais tarde. Mais tarde não passei, não tive forças, passei no outro dia! Fui informada de que deveria ter pedido ao médico que me atendeu nesse dia, pois mas não sabia e ninguém me informou de tal quando pedia declaração, respondi eu! Então falei com o médico que antes quis que comprovasse que era ele que me tinha atendido, os funcionários comprovaram! Depois queria que marcasse consulta! Como! Marco consulta, fico uma manhã á espera para me passar uma declaração de que estive doente no outro dia??? Está tudo mal disposto ou quê, pensei eu. Felizmente, os funcionários deste centro ajudaram-me a resolver o problema que teve de ser exposto ao director do centro!

Estão cansado de ler isto! Imaginem então passarem por isto! Para que servem os centro de saúde? Talvez para aumentar as consultas de psiquiatria, sim fica-se maluco!!!!

11 setembro 2008

11/09/2001

Hoje assinalamos mais uma passagem sobre os acontecimentos que mudaram o mundo, até hoje, o acontecimento mais importante do século XXI ocorreu nos EUA, no dia 11 do mês de Setembro, do ano de 2001.

Foi algo a que o mundo assistiu quase em directo, ou em directo mesmo, a partir desse dia toda a gente ficou a saber onde ficava o Afeganistão, quem era Bin Laden e o que significava terrorismo. Mas será que sabemos mesmo?

Foi também em 2001 que ouvi pela primeira vez alguém a falar de uma coisa muito estranha, ligada ao 11/09, “conspiração interna”, na altura sorri, hoje quando me lembro disso, já não me apetece sorrir.

O que vi e investiguei criou a dúvida em mim, tanta coisa mal contada, mal explicada: aviões que não aparecem, torres que em vez de tombar desafiam as leis da física e caem, como que dinamitadas pela base, incêndios poderosíssimos que derretem vigas de aço, e passaportes que miraculosamente se salvam!

Termino com um apelo, um pedido, a todos quando lerem este post: se tiverem uma curiosidade minimamente palpitante procurem informação fora dos canais formais, e oficiais, de informação sobre o fenómeno do 11/09.

A verdade, cada um terá a sua, eu, tenho a dúvida, só isso...

O azar existe, existe mesmo!

10 de Setembro ficará na minha memória como o dia em que vi um grande jogo de futebol, o dia em que via Selecção portuguesa jogar um futebol alegre, bonito e muito bem jogado. Ficará também na minha memória este jogo porque Portugal perdeu.

O objectivo de qualquer jogo é ganhar, seja qual for o jogo, joga-se para ganhar, e quando se perde: a boca fica amarga, fica-se desconfortável, com uma sensação de mal-estar, de desagrado e de frustração, eu pelo menos fico dessa forma, por vezes pior ainda!

Portugal perdeu, e eu fiquei aborrecido, mas não triste ou desalentado, a tentar culpar imediatamente alguém: jogador, treinador ou o arbitro, hoje só culpei a sorte!

Neste último jogo da selecção perdemos, perdemos para uma equipa nacional, tal como a nossa, que veio para ganhar e que ganhou mesmo. A culpa? É da bola, é da sorte e do acaso, que fez milhares de pessoas ficar tristes, e outros milhares contentes.

Hoje Portugal perdeu, para a Dinamarca e para o azar, que esteve em campo, nos últimos minutos da partida, vestia de branco, com algumas listas vermelhas...

30 agosto 2008

A minha carta de alforria pesa 10g



A minha carta de alforria pesa 10g, mas o meu corpo pesa bem mais de uma tonelada! Na minha mente a liberdade aguarda-me, no meu corpo tenho cravados os sinais da escravatura. Aos meus senhores devo o que sou. Não! Devo o que me transformei - um cubo de gelo.
Para eles trabalhei noite e dia. De dia na realidade, de noite em sonhos alvoraçados que mais pareciam prognósticos do que seria o dia seguinte.

Havia! Há sempre o dia seguinte e o dia depois de amanhã, todos eles iguais em intensidade, iguais em crueldade, iguais em brutalidade. A cada nova manhã as mesmas caras - as dos meus senhores - que me olham com os grandes olhões da exploração, do desdém e da desvalorização com que sempre me olharam desde o dia em que me escravizaram.
No início, como em todos os inícios, a escravatura era boa, depois passou a ser suportável até que chegou ao dia em que insustentável é pouco. A mesma chantagem! A mesma falsa verdade de todos os dias.
Ainda querem que deva aos meus senhores aquilo que sou? Ainda querem que me coloque mais em baixo do jugo que já não suporto? Ainda querem que carregue mais tempo as toneladas que a cada dia me põem em cima dos ombros?

Não. Para mim basta. Bastou e bastaria bem menos. Chegou a altura de por um ponto final neste parágrafo da minha vida. Basta de exploração. Quero ser marcada com o selo da liberdade tal como fui marcada pelo selo da escravatura. Marca da qual não me posso libertar - liberto-me, sim, selo-me com marcas mais perenes, mais duradouras... as da liberdade.

21 julho 2008

Acordo Ortográfico

Portugal assinou hoje o acordo ortográfico, através da pena de sua excelência o Presidente da Répública. Para grande tristeza minha, é a confirmação de que Portugal é um País que deixou de ter referências, o que é estrangeiro é que bom e é que está na moda. Grande Eça de Queiróz já nos alertava para isso. A Espanha assinou um acordo ortográfico, Portugal tinha de inventar um também, mas a Espanha "impôs" um acordo a sua maneira, onde prevalece a lingua castelhana, sobre a dos "indigenas" (perdoem-me a expressão). Portugal tinha deinventar o seu acordozinho, mas à boa maneira portuguesa, a língua mãe, aquela que mais apego tem à sua língua originária - o latim - ficou de lado, onde a língua prevalecente é sim a "brasileira". De facto, Portugal esqueceu de vez as origens, os seus costumes, os seus avós.
Adeus meus amigos, este país não é pra mim, basta de estupidez, basta de esperteza saloia, de tacanhês. Basta. Vou emigrar. Não sei para onde vou, mas qualquer sitío deve ser melhor, do que habitar num navio que perdeu o rumo e anda à deriva no mar.

17 julho 2008

Aviso!

Caros autores do Artes & Manias,

Peço-vos que consultem o vosso e-mail de acesso ao blogue e respondam-me ao e-mail que vos enviei logo que vos seja possível.


Atenciosamente,
A Administração

12 julho 2008

A EQUIPA

Em breve mais um elemento se juntará ao Artes & Manias:

Ricardo Morgado - Línguas e Literaturas Modernas: Português/Alemão

24 junho 2008

Há coisas estranhas, não há (ou talvez nem por isso)?!


Em todos os anos em que estudei, desde a escola primária (sim, porque eu ainda sou do tempo em que havia escola primária) até à universidade sempre me habituei à grande dificuldade que toda a gente tinha com a matemática. É claro que alguns colegas mais, outros menos, eu tinha bastantes, mas toda a gente considerava a matemática como algo difícil e muito trabalhoso. Todos os anos os teste de matemática assustavam os alunos, quando chegaram os exames nacionais de matemática, no 12º ano, andava toda a gente em pânico, pois era certo e sabido que seria uma prova de grande dificuldade, e que hipotecava, muitas vezes e a muita gente, a entrada na universidade.

A verdade é que parece que a realidade se alterou profundamente, pelo menos a julgar pelos comentários dos jovens que fizeram ontem, dia 23/06/2008, o exame nacional de matemática. De todos os alunos examinados, entrevistados pelos três canais de televisão, não ouvi nenhum dizer que o exame era difícil, que estava preocupado e que temia pelo resultado de tanto tempo de trabalho. Pelo contrário, o que ouvi foram alunos descontraídos, que se afirmavam confiantes e que descreviam o exame como fácil, acessível e muito menos complicado do que os testes que foram fazendo ao longo do ano! Talvez esta seja uma geração de alunos que não encontram dificuldades na matemática, apesar de todas as manifestações de professores que decorreram este ano lectivo os resultados vão ser fantásticos. Passei todo o dia com estes pensamentos, convencido que Portugal era agora um país de "pequenos génios matemáticos", e a tentar perceber porque razão os alunos da minha geração tiveram tantas, sempre, tantas dificuldades com esta mesma disciplina, acabei conformado, e confiante que seria responsável por tão grande evolução a reforma da educação.

Chegados os noticiários das 20 horas apercebi-me que afinal tudo era uma ilusão. Afinal a comunidade científica já tinha vindo condenar o exame, porque afinal era mesmo muito fácil. A minha esperança de viver num país de "pequenos génios matemáticos" desmoronou-se como um castelo de cartas ao vento. A minha esperança de que as reformas governativas na educação tivessem realmente a responsabilidade do sucesso dos alunos esbateu-se, era tudo uma ilusão.

Ou será que não, será esta a grande reforma da Educação?!
Colocamos os exames mais fáceis, os alunos passam a tirar grandes notas e fica toda a gente feliz?!

Deixo as estas duas questões à consideração de quem as quiser responder, e um desabafo: há coisas estranhas, não há (ou talvez nem por isso)?!

05 junho 2008

Porquê insistir em comer a Terra?

Vivemos cada vez mais numa sociedade descartável. Onde tudo se compra e se deita fora. Vivemos numa sociedade da embalagem seja ela de vidro, de cartão ou de plástico a única certeza que fica é que depois de a utilizarmos a deitaremos fora, sem mais...

São as embalagens de leite. Ainda sou do tempo em que as pessoas da minha aldeia faziam fila à porta da vacaria do tio Manuel com um fervedor na mão para ser enchido de leite bem fresquinho. Hoje essas mesmas pessoas vão aos hipermercados bem longe da minha aldeia encher os carrinhos e depois os carros de embalagens e embalagens, algumas de leite que o tio Manuel continua a produzir...

São as embalagens de refrigerantes. Há uns 10 anos andava eu a ir à venda da tia Zeca comprar gasosas ou laranjadas para a minha avó que já não podendo, me encarregava de ir lá e pedir à tia Zeca 2 ou 3 garrafas de laranjada... Não saía de lá sem a recomendação de não me esquecer de depois lá levar as garrafas: "O filhinha não te esqueças". Hoje em dia, infelizmente, já não carrego com aquele saco de couro meio acastanhado da minha avó... Hoje vou ao supermercado e trago 2 ou 3 garrafas de plástico com gasosa e depois de se beberem acabam no lixo... como tantas outras embalagens!

São as embalagens de fraldas. Quando eu nasci... A minha mãe tinha de lavar as fraldas de 2 fedelhos que teimaram em nascer ao mesmo tempo. Hoje as mães vão aos hipermercados e trazem um pacote de fraldas de umas tantas unidades. Pacote esse que vem sempre muito bem acondicionado... o melhor mesmo é embrulhar em plástico e por fora uma mega embalagem de cartão onde se lê em letras bem gordas promoção ou então leve X e pague Y.

São as embalagens de cerveja. Há uns anos atrás a minha mãe quando havia mais gente cá em casa mandava-me à tia Neves (deixamos de ir tanto à tia Zeca) buscar uma grade de cervejas... Como era pequena íamos os dois manitos todos contentes rua abaixo até à vende e depois traziamos para casa a dita grade de cervejas. A recomendação da tia Zeca era-nos também dada pela tia Neves: "filhinhos depois trazei cá a grade!". Hoje vamos a um qualquer hipermercado e trazemos debaixo do braço umas quantas garrafas de minis. Estas vêm sempre bem acondicionadas, envoltas numa bela embalagem de cartão que há-de ter sempre uma qualquer promoção: "Viaje grátis com a XPTO".

A acompanhar todas estas embalagens. Depois de paga a conta ainda trazemos para casa uma multiplicidade de sacos e saquinhos de plástico, gentilmente cedidos por uma qualquer multinacional do comércio! O saco da minha avó continuará pendurado na sua velhinha cozinha...

E com todas estas evoluções... Foram-se as vendas. Foram-se as entregas das embalagens. Acumulamos todos os dias nas nossas casas em sem número de embalagens de plástico, cartão e vidro que ao fim e ao cabo não sabemos muito bem o que fazer delas. Ou sabemos? RECICLAR é parte da solução.

Hoje é dia mundial do ambiente. Dia de fazer balanços. Dia de fazer contas às contas que temos a acertar com o planeta.


Porém esta é só uma parte do problema e da solução. Esta é o fim de linha!

No início dessa mesma linha estão os produtos. Será que tudo aquilo que compramos nos faz, efectivamente, falta. Se olharmos para a nossa lista de compras mensais com atenção somos bem capazes de lá encontrar coisitas que por serem coisitas não nos fazem assim tanta falta como isso. O ideal será REDUZIR o nosso consumo.

Em relação a todo o lixo que levamos para casa sempre que saímos dos hiper´s há também muito que podemos fazer.... Por exemplo, os kg e kg de sacos que as catedrais do consumos nos dão todos os anos podem muito bem ser utilizados para levar até ao ecoponto mais próximos os restantes kg e kg de resíduos que produzimos diariamente. Outro bom exemplo são os jornais que para além de serem colocados no ecoponto azul são um belíssimo papel de embrulho. Com estes pequenos gestos estamos a REUTILIZAR resíduos que de outro modo acabariam no lixo.




Hoje, especialmente, é dia de fazermos um balanço. De repensarmos as nossas atitudes perante o planeta Terra que insistimos em devorar a cada dia que passa.

Desenho roubado aqui.

12 maio 2008

A “Nova Rússia”

“Putin” governou o país de forma dura, e mais ou menos democrática, a liberdade e democracia ainda estão longe de chegar ao país mais extenso do mundo. Durante os anos de governo do antigo agente do KGB foram detidos centenas de cidadãos russos, com acusações e condenações rápidas as vozes mais criticas foram silenciadas. Ficou famosa a detenção daquele que, foi, o homem mais rico da Rússia (“Mikhail Khodorkovsky”), cujo único erro foi apoiar o rival de “Putin” nas eleições que se aproximavam, corria o ano de 2003. Durante muito tempo noticiou-se a prisão do empresário russo, a sua defesa em tribunal, as sucessivas acusações de que era alvo e a importância política que tudo isto tinha na Rússia, no entanto, a “máquina” conseguiu fazer esquecer o nome, a fortuna essa, a máquina apoderou-se dela e o homem, esse está, segundo a versão oficial, algures na Sibéria numa prisão. Quem é que, durante anos a fio, gostava muito de enviar os seus opositores para a Sibéria? Pois, Estaline!

Desde que acabou a URSS a “Nova Rússia” nasceu, mas nasceu de forma difícil, e com estigmas do passado, dos quais ainda não se libertou, e dos quais vai ter muita dificuldade para se libertar. A sucessão política (por exemplo) russa ainda se faz muito à moda do passado, se não vejamos: após a queda da URSS o primeiro presidente da Rússia foi "Boris Yeltsin", que governou o país da melhor forma que conseguiu, ou que lhe foi possível, teve um papel importantíssimo numa das transições mais difíceis, e importantes, da história do país. A sua sucessão foi feita em jeito de “passagem de testemunho”, para "Vladimir Putin" seu “delfim político. O antigo agente do KGB, de quem já falamos, por sua vez, fez o mesmo que lhe fizeram a ele, ou seja escolheu para o suceder o seu “homem de confiança”, e seguidor político”, “Dmitry Medvedev”. Apesar de que, “Putin”, não se afastou da política, e ficou confortavelmente como primeiro-ministro, observando e controlando o poder de perto, dizem alguns.

A Rússia engalanou-se para a tomada de posse do novo presidente, e realçou, claramente, a passagem dos códigos nucleares para o novo Chefe de Estado, sob a forma da, quase, mítica mala do poder nuclear. Como se isto não fosse o bastante, a primeira iniciativa do novo presidente foi assistir a uma parada militar, como já não se via há muitos anos, a fazer lembrar os tempos da URSS.

A “Nova Rússia” do Século XXI, tal como o seu “brasão de armas” olha o ocidente e o oriente, mas agora com cuidado, e parecendo querer dizer que o poder de outrora ainda não esmoreceu, como alguns acreditam, mas sim, que está fortalecido!